. CLASSIFICADOS :: MANGÁ :: GAROTA :: ENTIDADES :: EVENTOS :: INDIQUE ESTE SITE ...



  Comentários?
  Sugestões?
  Clique aqui.


O japonês vai ao santuário (jinja, onde são venerados os deuses do Xintoísmo) para celebrar o nascimento da criança ou o casamento, para pedir proteção no Ano Novo ou sucesso nos vestibulares, entre outros. Cada santuário tem seu próprio festival que atrai multidões.

Esse mesmo japonês também vai ao templo (oterá, onde estão as imagens de Buda e são praticados os cultos budistas) por ocasião dos funerais. Os mortos são encomendados de acordo com rituais budistas e, recebem nomes budistas póstumos. Além disso, o Budismo influenciou, em todos os aspectos, a cultura japonesa.

Ademais, vale lembrar a influência do Cristianismo, que chegou em 1549 com o jesuíta Francisco Xavier.

Para os japoneses, envolver-se simultaneamente com várias religiões não é estranho. Afinal, atualmente, as seitas de maior penetração resultam de uma mistura de ensinamentos religiosos.

No Brasil, com os imigrantes japoneses não poderia ser diferente. Além das seitas tradicionais e modernas trazidas do Japão, destacam-se as criadas no Brasil por nipo-brasileiros.



Religiosidade Japonesa : Sincretismo e Tolerância

O Xintoísmo (Shintô) e o Budismo (Bukkyô) são os principais protagonistas do cenário religioso japonês. Porém, séculos antes dessas tradições religiosas tomarem corpo no arquipélago, inúmeras manifestações do sagrado já se faziam presentes - achados arqueológicos (como clavas de pedra e figuras de barro) sugerem ritos de fertilidade e práticas mágicas, com a introdução da rizicultura surgem as cerimônias religiosas ligadas a cada aspecto do cultivo do arroz; escritos chineses antigos falam de práticas xamânicas, mediúnicas e adivinhatórias entre os japoneses do começo da nossa era.

Até o século VI, as crenças autóctones não se encontravam organizadas teologicamente ou centralizadas numa única instituição. Nessa época, em que fora introduzido oficialmente o Budismo no Japão, via Coréia, sacerdotes ligados à corte começaram a organizar as crenças nativas, para distinguí-las do ensinamento budista, sob as denominações alternativas Shintô Kami-no-michi ou ainda Kannagara-no-michi (shin/jami/kan, "deus", "espírito"; tô/dô/michi, "via", "caminho"). Se, por um lado, a tradição proto-xintoísta, para sobreviver ao impacto da introdução do Budismo, teve de organizar-se tomando emprestado da religião importada termos, doutrinas, iconografias etc.; por outro, o Budismo, sendo uma religião originária da Índia, também teve de "japonizar-se" e fazer empréstimos da tradição religiosa dos japoneses para conquistar seus corações.

Essas duas tradições religiosas mantiveram uma duradoura e frutífera relação simbiótica ao longo dos séculos e desenvolveram uma espécie de divisão de trabalho, particularmente no que tange a ritos de passagem. Enquanto o Xintoísmo se relaciona mais freqüentemente com ritos de nascimento, matrimônio, inauguração de edifícios, etc., o Budismo mantém-se na esfera do culto aos antepassados e rituais fúnebres.

Além do Budismo, cumpre ainda citar o papel do Confucionismo (Jukyô), do Taoísmo (Dôkyô) e do Cristianismo (Kirisutokyô) no mosaico da religiosidade nipônica.

O Taoísmo, ensinamento de origem chinesa que enfatiza práticas místicas e a ordenação do Universo, foi adotado oficialmente no Japão no ano 702, como Repartição Governamental de Adivinhação (Onmyôryô).

O Confucionismo, escola filosófica chinesa que enfatiza a ação social e a ordem política, tornou-se fundamento moral e ideológico da elite governante no período Tokugawa (1600 - 1868).

Embora ambos não tenham se tornado religiões formais no Japão, as práticas adivinhatórias e certos conceitos taoístas foram perpetuados na religiosidade popular, enquanto a ética confucionista passou a reger as relações sociais e influenciou praticamente todas as religiões no Japão.

O Cristianismo foi introduzido no país em 1549 por São Francisco Xavier e obteve ampla aceitação nos primeiros anos de proselitismo cristão. No entanto, ele ficou proibido de 1639 até o final do século passado e não se tornou uma religião "naturalizada" como foi o caso do Budismo.

Essas tradições religiosas não ficaram separadas, diferenciadas ou livres de influência recíproca na história milenar do país, resultando numa cultura onde a afiliação exclusiva a uma única religião é uma exceção, e onde o sincretismo é uma constante. De fato, o Japão é um dos raros países no mundo onde as pessoas veneram divindades de religiões diferentes sem maiores constrangimentos; onde há capelas de uma religião no espaço sagrado de outra; ou onde um sacerdote de uma religião conduz cerimônias em outra religião.

Texto extraído do livro:
Cultura Japonesa em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba
Aliança Cultural Brasil- Japão
 
Aconteceu  :|: Agenda de Eventos  :|: Boletim do Consulado  :|: Cerimônia do Chá  :|: Classificados
Dekassegui  :|: Entidades Assistenciais  :|: Etiqueta  :|: Fale Conosco  :|: Foto
Galeria de Arte  :|: Games  :|: Garota Nihonsite  :|: Gueixa  :|: Guia de Restaurantes
História  :|: Ikebana  :|: Imprensa  :|: Instituições  :|: Lendas
Museu Histórico  :|: Nihonsite Especial  :|: Origami  :|: Publicidade  :|: Receitas
Religião  :|: Saúde  :|: Sumi-ê  :|: Turismo  :|: Universo Mangá
Wallpapers  :|: WAP
 
©2002 - Nihonsite - Todos os direitos reservados - contato: direção@nihonsite.com